QUEM SOMOS

Os Sapatos Duque nasceram de uma necessidade — e de muito amor.

Em 2002, meu Duque, um labrador chocolate de apenas quatro meses, foi diagnosticado com displasia. No começo, eu não sabia como lidar com a situação. A veterinária me alertou que o piso escorregadio do apartamento agravava o problema, e minha primeira reação foi sair cobrindo a casa inteira de tapetes.

Duque, labrador chocolate, no gramado Zico, labrador amarelo, deitado no gramado

Duque e Zico, os labradores que começaram tudo

Foi aí que surgiu outro desafio: as queixas do meu marido. Movida mais pelo instinto materno do que por planejamento, fui comprando tapetes aleatoriamente, sem me preocupar com a estética da casa. Meu único objetivo era ajudar meu cãozinho. Mas logo percebi que aquela não era a solução ideal.

Procurei sapatinhos específicos para cães com problemas articulares e não encontrei nada no mercado. Como sempre gostei de costurar, decidi criar eu mesma. Assim nasceu o primeiro protótipo — costurado em casa, na medida das patas do Duque.

Com os anos fui aprimorando os sapatinhos, e a melhora do Duque foi visível. Ele voltou a andar com firmeza, a passear, a viver como um cachorro merece viver. E quem conheceu o Duque não esquece: dócil, calmo, incapaz de brigar com qualquer cachorro. Fazia amigos por onde passava — humanos e de quatro patas, todos se apaixonavam por ele.

Meu outro labrador, o Zico, amarelo, tinha artrose no cotovelo e também passou a usar os sapatinhos, ganhando mobilidade e conforto. O Zico era carinhoso e dengoso, mas de personalidade forte — não levava desaforo de outro cachorro para casa. Dois irmãos, dois jeitos, e os dois andando melhor.

Aos poucos, outras pessoas começaram a pedir os sapatinhos, e eu percebi que muitos donos enfrentavam o mesmo problema calados, sem encontrar solução.

O Duque e o Zico já não estão mais entre nós. A saudade é enorme — mas o que eles começaram continua vivo. Cada par que sai daqui carrega a história deles e segue ajudando muitos cachorros a andar sem dor. Hoje, quem enche minha casa de alegria são o Bradok e a Mel, que seguem me lembrando todos os dias por que esse trabalho vale a pena.

Foi assim, com muito amor, dedicação e o desejo genuíno de ajudar outros cães, que nasceram — e seguem vivos — os Sapatos Duque.

Rejane costurando os sapatinhos na máquina de costura Rejane, fundadora dos Sapatos Duque, com seu cachorro no colo

Cada par é feito à mão até hoje — Rejane, fundadora